Nietzsche (1): alguns aspectos de sua vida

Fonte da imagem: https://www.amazon.com.br/Nietzsche-S%C3%A4mtliche-Werke-Chronologischer-Gesamtausgabe/dp/1716893542<br>  

Este texto tratará, de forma resumida, sobre a vida de Nietzsche, filósofo contemporâneo, que além de outras coisas, anunciou a morte de Deus e a crise da razão.


Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu à cidade de Röcken, Reino da Prússia, em 15 de outubro de 1844. Depois de um tempo, o filósofo retirou o sobrenome Wilhelm. Seu pai, Carl Ludwig, foi pastor (FILHO; BERNARDES, 2017)

Por ser bom estudante na escola municipal preparatória, o adolescente recebeu uma bolsa para estudar no badalado internato Colégio Real de Pforta.

Nessa escola, leu Schiller, Hölderlin e Byron. Tornou-se um aluno exemplar em grego e latim. Foi leitor de diversos textos poéticos.

Ainda na juventude, contraiu uma doença que o acompanhou em toda a sua vida.

De acordo, Henriques (2018), oficialmente, a doença mental diagnosticada em Nietzsche se caracterizava por seu cérebro ser degenerado pelo efeito das bactérias sifilíticas.

Existiu e ainda existe uma suposição que seus pensamentos foram criados em função de seus problemas de saúde. 

No último ano em Pforta, Ensino Médio, escreveu um ensaio sobre o poeta Teógnis (a.C.). Ainda nesse período expôs ideias iniciais, abstratas e metafóricas sobre a falácia da democracia.

Em 1865 foi estudar na Universidade de Leipzig (Alemanha). Em 1865 se aprofundou em filologia: investigou as ideias de Diógenes Laércio (séc. III), Hesíodo (séc. VIII a.C.), Homero, Platão (428-348 a.C.) e Ésquilo (525-456 a.C.). Por causa disso, foi reconhecido no meio acadêmico.

Em 1869 foi convidado para assumir a cadeira de filologia clássica na Universidade da Basileia. Se interessou pela obra de Arthur Schopenhauer , "O Mundo como vontade e representação", publicada em 1819.

Nietzsche se influenciou por Schopenhauer. Este, além de outras coisas, defendeu um pessimismo metafísico e uma relação entre filosofia e música.

Com essas influencias de Schopenhauer, Nietzsche escreveu seu primeiro livro, "O nascimento da tragédia no espírito da música", em 1872. Nessa obra faz uma relação entre o apolinismo e o princípio de inviduação; e também entre o  Deus Dionísio e o Uno Primordial da Vontade. Afirma a função da música como arte transformadora da existência humana.

Em 1871, Nietzsche adoeceu... Nesse ano, foi a Naumburg; conheceu Fritzsch, editor responsável pela publicação das obras do Richard Wagner (1813-1883), que o apresentou ao compositor.

Nietzsche ficou encantado com a música de Wagner como o renascimento da concepção trágica da arte. Esse encantamento o influenciou em vários livros de sua autoria. Se aprofundou em Apolo e Dionísio, deuses na mitologia grega, para revelar a ideia da tragédia grega.

Dionísio simboliza o caos, os instintos humanos, a música festiva, a alegria.

Apolo simboliza o racional e o equilibro.

Com esses antagonismos, o filósofo se inclinou mais ao Dionisio, como uma das bases de seu pensamento.

Nietzsche afirma que Sócrates (470 ou 469 a.C.-399 a.C.) influenciou negativamente a juventude de Atenas a acreditar num mundo sobrenatural, fundamentado na razão.

Em 1876, Nietzsche rompeu com Wagner, por entender que a encenação da tetralogia, "O Anel do Nibelungo" (constituída pelas óperas, "O Ouro do Reno", "A Valquíria", "Siegfried" e "O Crepúsculo dos Deuses", no teatro de Bayreuth), era uma música de teor cristão.

Sob a influência de Schopenhauer, Wagner se inclinou ao pessimismo, se afastando da expressão trágica do dionisismo na Modernidade.

Também rompeu com Schopenhauer, pois esse último conceitua a vontade humana como culpada. Essa negação a esse filósofo foi boa para Nietzsche, para excluir as fronteiras da moral e da metafísica.

O homem é demasiado humano. Seus valores buscam o prazer. Esse pensamento também gerou outra obra do filósofo, "Humano, demasiado humano", que foi presenteada a Wagner...

O compositor criticou esse livro, porque, segundo ele, Nietzsche não tinha conhecimento suficiente para escrever essa obra. Para Overback, em cartas, Wagner afirmou que a obra de Nietzsche foi fruto de sua saúde.

Depois, Nietzsche criticou Wagner por decadência profissional, pois só tinha preocupações superficiais modernistas.

Em 1879, por sua saúde debilitada, pediu demissão da Universidade da Basileia (Suiça). Se dedicou aos seus escritos e palestras.

Em 1882, em seu Livro, Três de Gaia Ciência, diz que Deus morreu. 

Em 25 de agosto de 1900, em Weimar, Alemanha, aos 55 anos de idade, Nietzsche morreu. Deixou 14 obras publicadas. 

Assim, neste texto não foram citadas todas obras do filósofo em questão. Haverá a continuação. Mas, de forma enfática é afirmado que o pensador criou idéias originárias contemporâneas.

Referências bibliográficas:

FILHO, Paulo Dante Fornazier Leles; BERNARDES, Sueli Teresinha de Abreu. FRIEDRICH WILHELM NIETZSCHE: VIDA, OBRA E A LUTA CONTRA O SOFRIMENTO. Cadernos da Fucamp, v. 16, n. 28, p. 117-132, 2017

HENRIQUES, Rogério Paes. O colapso de Turim: patografias de Nietzsche e racionalidades médicas. Ciência & Saúde Coletiva, 23 (10), p. 3421-3431, 2018.

Por André Luiz Alves de Souza

Psicanalista desde 2009, Itamaraju-BA e Salvador, atuando também na Policlínica de Itamaraju, Monte Sinai e Fisioderm. Atualmente, atendo online. Whatsapp: (73) 99973.6482 ou www.atendimentopsicanalise.webnode.com

25 anos como professor dos ensinos fundamental II, médio (Salvador e Itamaraju-BA) e superior (Itamaraju, Teixeira de Freitas e Caravelas).

02 anos como Coordenador de Educação do MST-Bahia (1997 a 1999).

03 anos como desenhista projetista, atuando na CONCRETA e CONCREMAT, Salvador - BA.

Graduação em Licenciatura em Filosofia: Universidade Católica do Salvador (UCSal)

Período: 1989 a 1992

Graduação em Bacharelado em Filosofia - Universidade Católica do Salvador (3 matérias trancadas)

Pós Graduação em Psicopedagogia: Vale do Cricaré.

Formação em Psicanálise: Escola Superior de Psicanálise (ESPO) - Vila Velha - ES

Período: 19/10/07 a 06/11/09

Licenciatura incompleta em Matemática

Estudante de Psicologia: Faculdade Pitágoras

Período: 2018 a 2023

CURSOS DE EXTENSÃO

Gestão e Políticas de Saúde: Pitagoras - 120h. (2020)

Ética para Profissionais da Saúde: Pitagoras - 120h. (2020)

Matemática Financeira para Análise de Riscos: Pitagoras - 120h. (2020)

Políticas de Atenção Básica em Saúde: Pitagoras - 180h. (2020)

Pscologia Aplicada ao Direito Penal : Pitagoras - 120h. (2020)

Críticas, sugestões de temas, títulos e assuntos: drandresouza@hotmail.com


Elogiar e ser elogiado fazem bem às relações e à saúde!

INTRODUÇÃO

Elogiar e ser elogiado são super importantes, pois produzem diversas conseqüências, tais como, motivações individuais e grupais, liberação de dopamina, bem estar, etc.

CONCEITO DE ELOGIO

O elogio é a exaltação de uma qualidade a uma pessoa. Pode ser usado como instrumento educacional e em diversas empresas (CALENGUE; GORDONO, 2020).

A IMPORTÂNCIA DO ELOGIO EM ORGANIZAÇÕES

Nogueira (2020) diz que o reforço positivo é mais eficiente do que a punição. Para alguns especialistas em gestão, elogio a profissionais significa lucro. Essa afirmação é confirmada por uma pesquisa realizada em 2012 pela Harvard Business Review na Rede Best Buy. 0,1% de participação ativa extra dos funcionários representou US$ 100 mil a mais de faturamento anual. Percebeu-se que o elogio foi o principal elemento de motivação para se chegar a esse resultado.

O elogio é um elemento da comunicação empresarial e motiva o aumento da produtividade. (CALENGUE; GORDONO, 2020).

Observa-se que organizações são todos os tipos de empresas e corporações, sejam elas, lojas diversas, fábricas, escritórios diversos, consultórios, hospitais, escolas, equipes de diversas modalidades esportivas, etc..

DOPAMINA E ELOGIO

Dopamina é um neurotransmissor que se processa no sistema nervoso central dos mamíferos. Possui o objetivo de enviar mensagens de um neurônio transmissor para um neurônio receptor.  

É liberada por meio de vesículas que se fundem à membrana plasmática da célula e liberam o neurotransmissor para fora. (SANTOS, 2020).

É uma substância que, além de outras coisas, está relacionada ao controle motor, cognição, compensação, prazer, humor, algumas funções endócrinas, estimulação da excreção renal de sódio, supressão da liberação de aldosterona, relaxamento do esfíncter esofágico, retardo do esvaziamento do estômago.

Portanto, a dopamina pode ser liberada para quem elogia e para quem é elogiado, pois ambos adquirem sentimentos positivos de recompensa, felicidade, etc.

ELOGIOS PROPOSITAIS E ESPONTÂNEOS

Em alguns casos, o elogio é proposital para motivar um grupo. É utilizado como estratégia, reforço positivo. Exemplos: 1- numa apresentação de trabalhos de uma faculdade, uma professora elogiou todas as equipes, mesmo havendo diversos erros; 2- num futebol recreativo (baba, pelada, racha, etc...), um jogador erra e acerta, mas um colega de time o elogia apenas quando existem acertos...; 3- numa empresa, um chefe aponta mais qualidades dos funcionários, ao invés dos "defeitos", para haver motivação.

Em outros casos, o elogio é espontâneo, que também é um reforço positivo, sem se tratar de um planejamento. É o momento para reconhecer a qualidade do outro. Salienta-se que os exemplos citados no parágrafo anterior, também podem não ser propositais; vai depender do contexto.

Exemplos de elogios espontâneos: 1- um marido elogia a esposa, quando essa usa um batom, que ele considera bonito; 2- uma colega de trabalho elogia a outra..., pois essa última foi eficiente numa tarefa.

CONCLUSÃO

Se o elogio for usado em momento pertinente, causa bem estar social, serve como motivação e elemento necessário de qualquer relação, pode liberar dopamina que é bom para a saúde, etc.

REFERÊNCIAS BILBIOGRÁFICAS:

CALENGUE, Cipriana Semedo Gomes Furtado; GORDONO, Fernanda Serotini. A IMPORTÂNCIA DA PRÁTICA DO ELOGIO PARA AS ORGANIZAÇÕES. Disponível em: https://www.revistafaag.com.br/revistas_antiga/upload/4_89-264-1-PB.pdf. Acesso em: 11 jun. 2020.

NOGUEIRA, PAULO EDUARDO. O poder do elogio. Disponível em: https://epocanegocios.globo.com/Inteligencia/noticia/2012/03/o-poder-do-elogio.html. Acesso em: 11 jun. 2020.

SANTOS, Vanessa Sardinha. Dopamina. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/biologia/dopamina.htm. Acesso em: 14 abr. 2020.

Por André Luiz Alves de Souza.

Psicanalista há 11 anos. Atendimento online: (73) 99973.6482 ou www.atendimentopsicanalise.webnode.com

Professor há 25 anos: Filosofia, Metodologia Cientifica e Matemática.

Lecionou na UNEB (Plataforma Freire), FACISAe FACETE

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Pós-graduado em Psicopedagoga.

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Estudando Psicologia na Faculdade Pitágoras de Teixeira de Freitas.

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Fontes das imagens:

Grupo de pessoas - https://www.psicolanda.com.br/grupos-sociais/

Dopamina - https://epocanegocios.globo.com/Carreira/noticia/2019/11/abrir-mao-do-prazer-para-aumentar-produtividade-entenda-o-que-e-jejum-de-dopamina-nova-moda-do-vale-do-silicio.html

"Não consigo respirar", brancos narcisistas!

I can't breath, narcissistic whites!


O titulo deste texto é uma referência à morte de George Floyd (25/05/2020), à discriminação racial de negros no Brasil e o narcisismo por parte dos brancos.

A MORTE DE GEORGE FLOYD

A morte de George Floyd, negro, em 25/05/2020, Minnesota, Estados Unidos, foi gravada e divulgada nas redes sociais e nos meios de comunicação. Um policial branco estava ajoelhado no pescoço da vitima, desarmado, que, por 11 vezes, falou: "Não consigo respirar". Depois ele parou de se movimentar, morrendo (G1, 2020).

Esse falecimento causou uma onda de manifestações nos Estados Unidos da América e em alguns países. Mas esses protestos também remetem a uma história de preconceito e discriminação aos negros do mundo todo.

ESCRAVIDÃO NO BRASIL

Silva (2020) diz que os primeiros africanos, escravos, foram forçados a vir ao Brasil na década de 1550. Desde o século XV, os portugueses compravam negros para escravizá-los. Com a colonização, esse comércio foi aberto para os colonos instalados no país... Quais foram os principais motivos para a escravidão brasileira? Necessidade de mão de obra em grande escala, lucros altos para os "comerciantes" de negros e índios e impostos sobre essa atividade.

Por mais de 300 anos, aproximadamente 4,8 milhões de negros foram obrigados a desembarcar no Brasil e se tornando mercadorias, vendidos como "objetos". O trabalho africano se concentrava na economia da cana de açúcar. A jornada de trabalho era de até 20 horas por dia. O trabalho era muito cansativo e perigoso. Nas moendas, era bem comum a perda de mãos ou braços. Nas fornalhas e caldeiras, as queimaduras eram comuns. Nessa última etapa, o trabalho era tão pesado que os escravos utilizados nela, geralmente, eram os mais rebeldes.

Os castigos não eram diários. Eram açoites, imobilização no tronco, marcas a ferro quente, esmagamento de dedos, corte de orelhas. Esse tratamento era mais violento na lavoura. Além do trabalho, quais eram os principais motivos para isso? Os senhores exigiam obediência, disciplina, respeito às leis, fidelidade, humildade e aceitação aos valores brancos, incluindo a religião cristã.

Muitos escravos não aceitaram a escravização e os castigos passivamente. Resistiram de várias formas: desobediência, fugas, revoltas, formação de quilombos, etc.

O Brasil foi o último país das Américas a abolir a escravidão, que ocorreu via a Lei Áurea, aprovada pelo Senado e assinada pela regente do Brasil, a "Princesa Isabel", em 13 de maio de 1888. Essa "liberdade" foi um avanço, mas os negros continuaram sendo discriminados, objetos de preconceito e tiveram poucas oportunidades de trabalho e estudo. Essa realidade, mesmo havendo evolução positiva, se estendeu até os dias de hoje.

DADOS DA DESIGUALDADE NO BRASIL

O UOL (2020), em novembro de 2019, divulgou uma pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Entre outros dados, foram revelados: entre os 10% com o maior rendimento per capita, 70,6% são brancos, e negros, 27,7%; entre os 10% mais pobres, 75,2% são negros, e 23,7%, brancos; 68,6% dos brancos ocupam cargos de gerência e maioria tem os maiores salários, sejam mulheres ou homens.

AUTOESTIMA EM BRANCOS E NEGROS

Seguindo uma lógica da dominação branca, a maioria dos negros possui uma baixa autoestima, que é o contrário dos brancos. Para também contribuir com essa afirmação é citada uma pesquisa do Ministério da Saúde do Brasil sobre o suicídio entre adolescentes jovens negros e brancos. Entre outros dados, em 2016, a cada 10 suicídios, envolvendo adolescentes e jovens, mais ou menos, 6 envolveram negros, e 4 brancos (G1, 2020). Por quê? Segundos estudiosos, existe um maior risco entre a raça negra, em função do racismo estrutural que gera mais sofrimento.

Alves (2010) revelou uma pesquisa realizada na USP durante um curso. Entre outros elementos, o estudo indicou que o branco é citado como grupo privilegiado e como ideal ético, estético, econômico e educacional a ser alcançado pelos sujeitos.

As propagandas, novelas, séries, etc., em diversos meios de comunicação confirmam que o branco se consolida como o padrão de beleza, embora que, individualmente o conceito de beleza não seja unânime.

Baseando-se no que foi dito até aqui, certamente é possível afirmar que, além de outros motivos, o negro ao ser discriminado, não é apenas por questões financeiras, sim, também pelo fato de possuir a cor negra. O branco prioriza outro de sua própria cor por se parecer com ele, numa visão narcisista. "Quem é diferente de mim, eu rejeito".

De uma maneira simples, o narcisismo é o "culto" a si mesmo. Todos são narcisistas, mas tem que ser de uma maneira equilibrada para

viver em sociedade. Em alguns casos, o narcisismo se torna patológico, nocivo à saúde mental, sendo um problema para si e para os outros (Freud, 1996) afirma que existem 2 tipos: Primário e secundário. O primeiro se caracteriza pela satisfação da libido, por um auto-erotismo, sendo o prazer que o órgão retira de si mesmo. O segundo se caracteriza por 2 momentos: o investimento nos objetos e quando essa direção aos desejados, o seio e a mãe, retornam para o ego do bebê, que já diferencia seu próprio corpo do mundo fora dele.

Com o passar do tempo, a criança percebe que não é o único desejo de sua mãe ou objeto de prazer. Essa é a primeira fase no narcisismo primário. A partir disso, surge o narcisismo secundário, cujo maior objetivo é ser amado pelo outro. Para isso, tem que satisfazer seu eu.

Conclui-se que, além de questões econômicas, sociais, culturais, muitos brancos se reconhecem em outros parecidos a eles, uma das características do narcisismo. Em sociedades democráticas, isso é nocivo!

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

ALVES, Luciana. Significados de ser branco - a brancura no corpo e para além dele. 2010. Dissertação (Mestrado - Programa de Pós-Graduação em Educação. Área de Concentração: Sociologia da Educação) - Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, São Paulo, 2010.

FREUD, Sigmund. A história do movimento psicanalítico, artigos sobre metapsicologia e outros trabalhos. Volume XIV (1914-1916). Rio de Janeiro: Imago, 1996.

G1. Caso George Floyd: morte de homem negro filmado com policial branco com joelhos em seu pescoço causa indignação nos EUA. Disponível em: https://g1.globo.com/mundo/noticia/2020/05/27/caso-george-floyd-morte-de-homem-negro-filmado-com-policial-branco-com-joelhos-em-seu-pescoco-causa-indignacao-nos-eua.ghtml. Acesso em: 02 jun. 2020.

____Índice de suicídio entre jovens e adolescentes negros cresce e é 45% maior do que entre brancos. Disponível em: https://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2019/05/21/indice-de-suicidio-entre-jovens-e-adolescentes-negros-cresce-e-e-45percent-maior-do-que-entre-brancos.ghtml. Acesso em 03 de jun. 2020.

SILVA, Daniel Neves. "Escravidão no Brasil"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/historiab/escravidao-no-brasil.htm . Acesso em 02 de jun. 2020.

Por André Luiz Alves de Souza.

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Professor há 25 anos: Filosofia, Metodologia Cientifica e Matemática.

Lecionou na UNEB (Plataforma Freire), FACISAe FACETE

Licenciado em Filosofia; bacharelado em Filosofia (3 matérias trancadas).

Formação Clinica em Psicanálise.

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Estudando Psicologia na Faculdade Pitágoras de Teixeira de Freitas.

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Fontes das imagens:

Narcisista - https://www.culturaerealidade.com.br/noticia/era-do-narcisismo-digital-o-que-e-isso-5796 

George Floyd - https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2020/06/06/george-floyd-homem-negro-morto-pela-policia-teve-carreira-no-rap.htm 


A risada também é uma aliada contra o COVID-19, outras enfermidades, etc.

Estudos revelam que rir causa bem estar e aumenta a imunidade do corpo. Dessa forma, a risada também é um suporte para se proteger de diversas doenças, inclusive contra o COVID-19.

Castro (2020) afirma que rir (ou algum sentimento de satisfação) aumenta os níveis de dopamina (neurotransmissores de recompensa e prazer). Existe uma modificação na atividade das ondas cerebrais, que, também ajuda positivamente no sistema de defesa do organismo.

Neurocientistas da Universidade de Maryland, Estados Unidos, através de pesquisas, afirmam que a risada não possui muita relação com o humor. É um instrumento de instinto de sobrevivência para animais (incluindo o humano) que convivem em grupo (REVISTA GALILEU, 2020).

Os pesquisadores "copiaram" cérebros de macacos e ratos. Perceberam que a risada humana evoluiu do som rítmico feito por primatas, como os chimpanzés, ao fazer cócegas uns nos outros enquanto brincam.

O estudo indicou que jovens mamíferos (incluindo a espécie humana) aprenderam a brincar uns com os outros. A risada estimula circuitos cerebrais de euforia e também reassegura para o outro animal que eles estão brincando, e não brigando.

Eles também observaram risos em habitats naturais, como calçadas e shoppings. Entre 80% e 90% das risadas eram por causa de expressões, "eu sei" ou "vejo vocês depois", relacionadas em contextos engraçados. Não foram oriundas de piadas.

Rir é um dos sinais sociais mais honestos, pois é difícil o fingimento.

A Revista Veja (2020) divulgou um estudo coordenado por Robin Dunbar da Universidade de Oxford.

Pesquisa - Durante o levantamento de dados, os cientistas analisaram primeiro os limiares de dor dos voluntários. Quanto mais alto o limiar, menor é a sensação de dor que a pessoa sente. Em seguida, os indivíduos foram divididos em dois grupos: aqueles que assistiram a 15 minutos de vídeos de comédias e aqueles que viram um material considerado chato, como programas de golfe.

Descobriu-se, então, que os voluntários que haviam gargalhado eram capazes de suportar até 10% a mais de dor, do que antes de rirem. Para surpresa dos cientistas, o grupo que assistiu aos programas considerados chatos se mostrou menos capaz de aguentar a dor após verem o conteúdo (REVISTA VEJA, 2020).

O coordenador desse estudo revelou que o processo analgésico da gargalhada é provocada pela liberação de endorfina no organismo. Cria euforia e ameniza a sensação de dor causando o esvaziamento dos pulmões.

Seguindo a lógica do que foi escrito até agora, o riso pode estar ligado ao "humor" ou não; libera endorfina e dopamina, causando um bem estar. Além de ajudar na imunidade do organismo contra diversas doenças, incluindo o COVID-19, é um meio de socialização do indivíduo. Em todas as pesquisas realizadas, a risada apresentou conseqüências positivas ao equilíbrio bio-psico-social.

Para Freud, neurologista e fundador da Psicanálise, o riso é uma manifestação ímpar do inconsciente. Este, para Laplanche e Pontalis (1995), está presente na personalidade. Seus conteúdos são: a) a pulsão - localiza-se entre o somático e o psíquico, não podendo se tornar objeto da consciência, assim como, só está no inconsciente via o "representante-representação" (fantasias, histórias imaginárias); b) o recalcado, que não deixa de possuir restrições - conteúdos não adquiridos pelo sujeito, sendo o núcleo do inconsciente.

O riso depende de cada caso, levando em consideração a vida de cada individuo e a sua relação com seu grupo social. Exemplos: Condutas moral, religiosa e política; psicopatias, etc.

Salienta-se que em caso de suspeita de enfermidade ou algum problema comportamental, é salutar procurar um especialista.

Conclui-se que rir faz bem ao corpo e psique do individuo. Libera sustâncias naturais que ajudam imunizar o corpo, prevenindo e servindo de suporte contra diversas doenças, como por exemplo, dores, ansiedade, depressão, COVID-19, etc. Além disso, ajuda no equilíbrio comportamental.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

LAPALANCHE, Jean; PONTALIS. Vocabulário, da Psicanálise. Tradução: Pedro Tamen. São Paulo: Martins Fontes, 1995.

REVISTA GALILEU. Pesquisa mostra que o riso é peça-chave para a vida em sociedade Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Revista/Galileu/0,,EDG76691-7962,00-PESQUISA+MOSTRA+QUE+O+RISO+E+PECACHAVE+PARA+A+VIDA+EM+SOCIEDADE.html. Acesso em 20 mai. 2020.

REVISTA VEJA. Estudo comprova: rir é mesmo o melhor remédio contra dor. Disponível em: https://veja.abril.com.br/saude/estudo-comprova-rir-e-mesmo-o-melhor-remedio-contra-dor/. Acesso em 20 mai. 2020.

Por André Luiz Alves de Souza.

Psicanalista há 11 anos. Atendimento online: (73) 99973.6482 ou www.atendimentopsicanalise.webnode.com

Professor há 25 anos: Filosofia, Metodologia Cientifica e Matemática.

Lecionou na UNEB (Plataforma Freire), FACISA e FACETE

Licenciado em Filosofia; bacharelado em Filosofia (3 matérias trancadas).

Formação Clinica em Psicanálise.

Pós-graduado em Psicopedagoga.

Licenciatura incompleta em Matemática.

Estudando Psicologia na Faculdade Pitágoras de Teixeira de Freitas.

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Interpretação dos sonhos (01) - Teoria psicanalítica

Segundo Freud (1996), o "fundador" da Psicanálise, o sonho revela o mundo do inconsciente. Este é aquilo que está presente dentro de nós. .

O que é o sonho? De forma clínica, é o reflexo de nossos desejos recalcados.

O que é o pesadelo? É um sonho ruim.

Por que só se sonha dormindo? Porque o corpo relaxa.

Por que muitas pessoas não se lembram do sonho? Este mostra o que somos fora da razão. Não possui uma ordem. As imagens oníricas, que se referem aos sonhos, são distorcidas e não legíveis. Além disso, há uma censura, pois existe um recalque, o que faz também o sonhante ter dificuldade em se lembrar...

Quem pode interpretar um sonho? Geralmente quem sonha atribui o seu sonho a questões religiosas e espirituais ou não consegue entendê-lo, mas de forma clínica, o psicanalista ou um psicólogo formado em Psicanálise tem uma boa capacidade de interpretar. Todavia não é uma tarefa fácil.

Através do sonho, é possível uma pessoa descobrir de si algo que não tenha consciência? Sim, pois o sonho revela desejos e conflitos internos, impulsionados pelo id. Este é completamente pulsivo; é dominado pelas paixões e motivado pelo princípio do prazer. Não tem consciência alguma da realidade, tendo relação essencial com o instinto.

Cita-se um exemplo de uma interpretação de um sonho. A sonhante foi presa por alguém num quarto isolado, que se localizava na área externa na casa da sua mãe. Havia, no espaço, uma basculante no alto. As paredes estavam se fechando. Ela colocou um pedaço de madeira para segurá-las, mas o apoio estava se quebrando. Por isso, quem sonhou quebrou a basculante, todavia tinha um galho de pé de cacau. Este se quebrou. Existia outro obstáculo, que era um cachorro preto feroz. Olhou bem e percebeu que poderia sair do quarto através do muro, sem precisar tocar no piso da área externa, quando acordou.

Depois de analisado esse sonho, se chegou a seguinte interpretação: Por que o quarto apareceu no sonho? Na realidade concreta, ela já pensou em morar nesse espaço, quando se casasse.

Por que não gritou, não sentiu medo e nem sabe quem a prendeu? Como não houve grito nem medo, se supõe que ele já estava ambientado com o espaço e tinha uma intimidade com quem lhe aprisionou, a sua mãe. Seria frustrante saber que a pessoa a qual amava, lhe prendeu. Isto foi omitido.

Por que a porta do quarto foi trancada? Quando era mais nova, a mãe a controlava demais, e, em muitas vezes, não a deixava sair sozinho.

Por que as paredes se fecharam? Simbolizou sufocamento e repressão, desde quando não houve morte. Ou seja, quem lhe reprimia era a sua mãe.

Conclui-se que para interpretar um sonho de forma clinica, é necessária uma volta á história do paciente. Enquanto ideal, a melhor maneira de compreender um processo onírico é numa análise (psicoterapia) junto a um psicanalista, ou psicólogo (com formação em Psicanálise). Existem também médicos que fazem isso, pois possuem cursos psicanalíticos.

REFERÊNCIA:

FREUD, Sigmund. A interpretação dos sonhos (II) e Sobre os sonhos. Volume VI (1900-1901). Rio de Janeiro: Imago, 1996. Edição Standart Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud.